terça-feira, 7 de abril de 2009

Já parou pra pensar se tudo desse certo sempre? Imagina a chatice hein! Nada de novo. O frio na barriga causado pelo tal inesperado não iria existir, assim como as histórias pra contar também. Porque as boas histórias se faz do não planejado. Mas então porque reclamamos tanto quando as coisas começam a dar errado? Bem, o ser humano quase nunca está satisfeito com o que tem. É um exigente nato. Me incluo nisso também, óbvio. Cada um com o seu devido grau, evidente. Afinal cada é cada um e como tal as variações acontecem (e devem).
Sou a favor da diversidade. Seja ela étnica, religiosa, política, ideológica, filosófica, musical, sexual,cultural, social, etc e tal. Gosto dessa coisa de ter opções (não sou a favor da infidelidade, no caso dos casais), de ter a liberdade de escolha. Tudo bem que certas coisas você não escolhe, simplesmente lhe é imposto e você que aceitar e aprender a viver com aquilo. E essa imposição é praticada de várias formas e algumas nem nós damos conta que ela está sendo feita. É tão intrínseco, é tão natural aceitar isso que nós vamos nos deixando levar, nos deixando ser subordinados. Afinal, disso ninguém vai morrer.
Mas como seres humanos que somos, às vezes, perdemos a mão nessa coisa toda. E aí meu irmão o bicho pega maluco. Porque aí entra uma série de coisas não tão legais assim e que machucam, magoam. E uma pessoa extremamente magoada pode ser capaz de fazer outras tantas coisas não tão legais e assim dá-se início a um grande efeito domino. Eu só fico me perguntando quem será o último da fileira.
Pois bem posso analisar que a mágoa, por exemplo, é um nível de insatisfação tão grande, mas tão grande que a pessoa fica meio sem saber lidar com isso. Mas logo depois de uma decepção ficamos de pé atrás com as coisas, com as pessoas. Desconfiados mesmo. Mais exigentes. E a exigência pode ser tornar tão grande que nunca vai se está satisfeito com qualquer coisa que possa a vir a ter ou desfrutar.
Mas quem exige demais pode acabar de mãos vazias

Obsessão. Fixação por uma coisa ou alguém. Algumas loucuras nascem assim, ou seja, a obsessão pode causar uma doença. Logo ela não pode ser considerada uma boa coisa, certo? Bom, pra mim tudo o que é demais, exagerado é ruim. Até o amor. Tem pessoas que confundem obsessão com o amor. Não dizem que o amor é cego? Então, talvez seja isso que não a deixam enxergar se estão ficando obcecadas ou não pela pessoa amada.

Mas tudo é relativo.

O que pra mim pode ser bom para você pode ser ruim. É o ponto de vista. Assim o "nível de obsessão" também é relativo de pessoas pra pessoa. Ser obcecado por si mesmo vira egocentrismo, mas um pouco disso às vezes é bom e necessário. O ser humano por si só é muito individualista. Isso é natural. É da natureza humana. Mas nós podemos e devemos dosar isso, pois apesar de tudo, ninguém vive só. Ninguém é auto-suficiente realmente (em todos os sentidos).

Está aí mais uma complexidade. Tem gente que está sempre em busca do outro, mas acaba perdendo a si próprio. E uma pessoa perdida é triste de ver, pois ela vira presa fácil do mundo e infelizmente ele não dócil e bom como deveria ser.

O mundo era pouco e ingênuo.

13 comentários:

Luciana Andrade disse...

É verdade, concordo em gênero, número e grau..O bom da vida são as coisas inesperadas..

Camila disse...

.éeh nós sem novidades não somos nadaa a viver neh

Anônimo disse...

Na verdade, acho que tem muita gente nao fica feliz com o que tem.

Da Silva disse...

Tudo bem que o mundo está exagerando em termos de ser imprevisível e inesperado.

Como dizia o sr Miyagi, o negócio é o caminho do meio. Um pouquinho só de chatice e previsibilidade não matam ninguém.

bj

Vanessa disse...

Gostei bastante do seu blog e gostei bastate disso que você escreveu nest post, principalmente os dois últimos parágrafos.

E sua foto do perfil é muito bacana. Foi por causa dela que vim xeretar.
Bjs

Pattinha disse...

eu nao sou muito obsessiva, mas eu sei que sou daquelas que muda um pouco por causa dos outros, odeio isso mim, mas não tanto a ponto de me perder... amor próprio é o mínimo que podemos ter nas relações com os outros.

beijo*

Noh Gomes disse...

Ei linda

concordo plenamente...


Estamos lendo o mesmo livro
vc t gostando?
eu to amando loucamente e rindo horrores de mim mesma...


bjux

disse...

Eu não diria que sou exigente, mas insatisfeita. Estou aprendendo a gostar do que tenho, mas até lá, tem um longo caminho. Ah, sim, quando o blog foi criado, esse nome foi dado exatamente por causa da revista Capricho. :*

meus instantes e momentos disse...

é bom voltar ao teu blog. ótimo texto;
Tenha uma bela Páscoa.
Maurizio

adenilson disse...

ééé.
seria chato e se todos fossem perfeitos num mundo perfeito ?
os maleficios seriam maiores q os beneficios.
axo q o ekilibrio seria o perfeito isso sim..


parabens pelo blog
minha primeira vez aki
espero retornar mais vezes
espero uma visitinha no meu
espero tbm q tu curta.
bjaum e espero vc lá
ótima páscoa com mto chocolati e uma segunda feira de regime sensaiconal

www.bagageirodocurioso.spaceblog.com.br

Lucas Vallim disse...

Pensamos relativamente iguais, dê uma olhada num post meu que chama "O eu sozinho II"

Vamos fazer parceria?

até logo

Loloh disse...

Tá sumida Fê...saudades rsrsrs

Flávia Guilherme disse...

CADÊ VOCÊ????!!!!