quarta-feira, 27 de abril de 2011

A TEORIA DO CHEETOS BOLINHA SABOR QUEIJO

O ser humano não é movido pela razão. Não é a lógica que nos leva a pensar, tomar decisões ou agir, tudo é muito mais subjetivo do que pensamos. Até seus desejos são frutos da subjetividade e da aleatoriedade. Até o sucesso é assim. É tudo aleatório, nem dá vontade de sair de casa.
A web reproduz essa realidade do mundo humano, e real, igualzinha, sem clicar nem pôr. Em qualquer tela que você olhe, vai ver gente sem talento fazendo sucesso, expressões idiotas virando moda, vídeos estúpidos viralizando e assuntos 100% nada a ver nos Trending Topics Brasil. Por quê?

A resposta pode estar no efeito Cheetos bolinha sabor queijo que você certamente já deve ter comido. O salgadinho é tudo de fake, tudo de ruim, tudo de absurdo. É totalmente artificial, solta pozinho que gruda nos dedos e nos dentes, tem cor de mexerica, textura de isopor, aroma de todas as meias dos jogadores de um time inteiro de basquete. Alguns consumidores já teorizaram sobre a possibilidade dos funcionários peidarem nos saquinhos, fato que nunca foi comprovado. E, claro, contém gordura, glutamato de sódio, muito sal e coisas que certamente não vão compor uma refeição nutritiva. A gente sabe de tudo isso. Está escrito no saquinho. E, no entanto, a gente come. Por quê?

Porque é gostoso. Porque a gente começa e cai no vício. Porque existe. Porque está logo ali na mão. Porque vende. Porque sim. Mas, sobretudo, porque não é uma questão de lógica, mas uma questão de afeto.Bolinha é uma coisa fofa. Todo mundo brincou com bola e bolinha, a gente tem memória afetiva. E queijo é uma coisa deliciosa, mesmo que seja só uma palavra, uma ideia, muito longe de estar presente no salgadinho. E tem o barulhinho, aquele monte de crock, crack, creck que vai distraindo a pessoa enquanto ela vai mastigando. E o cheiro ruim, bem, é tão ruim que acaba sendo bom. E, mesmo que não faça bem, ah, sei lá, é lúdico ficar com os dedos cor de laranja. Dá vontade de chupar os dedos e continuar até o final do saquinho. E quando acaba a gente ainda come o resto do pozinho, improvisando um deep-and-lick na cara dura.

Sim, senhoras e senhores membros do conselho, a gente sabe de tudo. Mas informação não muda comportamento. Saber não basta pra fazer ou deixar de fazer. E é por isso que as pessoas continuam clicando em links que não devem, abrindo arquivos que contaminam, jogando lixo no chão e dando forward em PPT com musiquinha midi. Na vida on e offline agimos por motivos ilógicos.
Tenha sempre isso em mente quando você estiver numa rede social. As pessoas estão lá por razões diversas, agem como agem por motivos incompreensíveis e a única forma de sobreviver é não usar muito a lógica. Deixe a lógica pra outra ocasião, digamos, pra sua próxima refeição. Certeza que você vai trocar o próximo pacote de salgadinho por uma carambola. NOT.


Um beijo, um browse, um aperto de mouse da ROSANA HERMANN (@rosana e r7.com/rosana)


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Né, minha gente?

9 comentários:

Morena disse...

mtoooooooo booom!!!
Um pouco de reflexão super beeem embalada!!!
Beijos saltitantes
Boa semana

Juliana Villagio disse...

Fato! E tragico!
Fê te add no msn e vc ainda não me aceitou...


Bjus

disse...

Ué, não apareceu nada não. Me manda o seu email do msn por email que eu add. rs

Beijos

Juliana Villagio disse...

lhaisoliveira@live.com
Proto... Esperando... Bjus

.Intense. disse...

Achei a teoria muito interessante - mesmo que eu não como Cheetos Bolinha Sabor Queijo. E consegui teorizar sobre outra coisa: é igual aquele cara gostoso que, vc já sabe por suas amigas ou conhecidos que não vale nada. Mas mesmo assim, vc pega, e se apega...

;)

disse...

Verdade! hahaha

Nanda Matos disse...

Eu tenho um Cheetos Bolinha Sabor Queijo no armário e comerei ele assinando em baixo de todo esse texto.

Anônimo disse...

adoreeeeei!

Fabianny de Alencar disse...

Prefiro Doritos!